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Sem acordo, professores mantêm fechada a MS-156 pelo terceiro dia

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Sem acordo, professores mantêm fechada a MS-156 pelo terceiro dia
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Carretas são barradas no bloqueio. (Foto: Adriano Moreto).

Pelo 3º dia sem acordo, os professores indígenas da rede municipal mantêm o protesto na MS-156, em Dourados, distante, 233 quilômetros de Campo Grande. A reivindicação deles e a mesma dos demais professores em greve há 17 dias. Eles querem a criação de forma gradativa do piso nacional para uma carga horária de 20 horas de trabalho, pedido considerado impossível pela Secretaria de Educação Municipal.

Os professores indígenas, ainda, têm outras reivindicações, como construção de mais escolas nas aldeias e reforma daquelas que já existem. Das seis escolas nas aldeias Jaguapiru e Bororó, quatro estão fechadas e duas funcionam parcialmente.

Somente ambulância, bombeiros e veículos escolar indígenas estão autorizados a passar pelo bloqueio. De acordo com o site Dourados Agora, galhos e troncos de árvores foram colocados nas duas pistas da rodovia, nas imediações da rotatória da entrada das duas aldeias.

O caiuá César Fernandes, historiador e coordenador pedagógico da escola Agostinho, na Bororó, disse que a rodovia vai continuar bloqueada enquanto o prefeito Murilo não se reunir com a categoria. Policiais rodoviários estão desviando o tráfego da MS-156 para o anel viário, para quem trafega sentido Dourados a Itaporã.

Greve – Os professores estão em greve há duas semanas. A queda de braço entre o Simted e a prefeitura está num acordo formalizado em abril deste ano onde havia sido decidido a implantação do piso nacional de R$ 1.697,00 para uma carga horária de 40 horas. Contudo, a categoria reivindica uma política municipal de valorização que eleve gradualmente, em quatro anos, este valor para uma carga horária de 20 horas, como já se aplica em Campo Grande.

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