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Sexta-feira é dia de teatro: peça“Rubens Corrêa, um grande Artaud de aqui” tem entrada franca

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Sexta-feira é dia de teatro: peça“Rubens Corrêa, um grande Artaud de aqui” tem entrada franca
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Foto: Mundoteatro

A Associação Artística Cultural Palco de Artes Cênicas/Grupo Teatral Palco Sociedade Dramática com o apoio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), estreiou o espetáculo “Rubens Corrêa, um grande Artaud de aqui”, no Teatro Aracy Balabanian do Centro Cultural José Octávio Guizzo, na última terça-feira (24). Neste fim de semana também acontecem nos dias 26, 27 e 28 de fevereiro, no mesmo horário.

O espetáculo tem entrada franca, duração aproximada de 60 minutos e classificação de 10 anos.
A dramaturgia é organizada com trechos de obras de Artaud, roteirizado e encenado pela lendária dupla de sócios do Teatro Ipanema do Rio de Janeiro, o ator Rubens Corrêa e o diretor Ivan de Albuquerque no final dos anos 1980 e conta ainda com colagens de textos de William Sheakespeare, da obra Hamlet e ainda textos do ator, dramaturgo e diretor Espedito Di Montebranco.

Espedito mostrará na peça um pouco da vida e obra deste grande ator nacional e ao mesmo tempo sua paixão pela obra do poeta e escritor Francês Antonin Artaud, buscando colocar em cena as lembranças de Rubens Corrêa em Aquidauana, o internato no Rio de janeiro, a paixão pelo teatro, a descoberta de sua paixão por interpretar loucos, velhos e tarados e a paixão pela obra de Antonin Artaud, quando o ator passa a interpretar trechos adaptados da obra em um dos hospitais psiquiátricos onde ele esteve internado no fim de sua vida, falando sobre o teatro, sobre sua forma de ver o mundo, a psiquiatria e sobre Van Gogh, a loucura e a liberdade.

“A morte é para mim um fenômeno compreensível, totalmente aguardada, minha relação com ela é tranquila”, citou Rubens Corrêa, em uma entrevista ao Jornal do Brasil dois meses antes de morrer em 1996 vítima da Aids. Essa relação conturbada na infância, quando sentia-se perseguido por todos os fantasmas e que piorou mais ainda quando aos sete anos perdeu o pai e o mesmo virou um fantasma maior, que Rubens via no portão de casa tentando entrar a força é um dos argumentos utilizados na peça.
Rubens Corrêa nasceu em 1931 na cidade de Aquidauana e tornou-se ator e diretor de relevância no cenário nacional. Sua interpretação trouxe elementos peculiares aos princípios enunciados por Antonin Artaud, privilegiando personagens de alta densidade dramática, fora das convenções realistas ou das comédias ligeiras, atuando em 28 espetáculos teatrais, dirigindo 20 peças, fez 15 novelas e 10 filmes.

Antonin Marie-Joseph Artaud (1896-1948), primogênito dos nove filhos de Antoine Roi Artaud e Euprhasia Nalpas, desde cedo se deparou com a morte, perdendo quase todos os seus irmãos, dos quais apenas dois restaram. A dor física permanece uma constante ao longo de sua vida, e vai influenciar diretamente suas ideias. Aos 5 anos, sofre de meningite, o que o leva a distúrbio nervoso por toda a vida, devido a um incidente, é tido como louco e é internado em vários manicômios franceses cujos tratamentos são hoje duvidosos, ele é transferido após seis anos para o hospital psiquiátrico de Rodez, onde estabelece com o Dr. Ferdière, médico-responsável do manicômio, uma intensa correspondência. Uma relação ambígua se estabelece entre os dois: o médico reconhece o valor do poeta e o incentiva a retomar atividade literária, mas julgando a poesia e o comportamento de seu paciente muito delirante, ele o submete a tratamentos de eletrochoque que prejudicam sua memória, seu corpo e seu pensamento.

Para o diretor do Grupo Teatral Palco Sociedade Dramática, que há 19 anos dirige o grupo e que também é o ator em cena “Mais que a tentativa de mostrar um espetáculo, nasceu o desejo de reconhecer e divulgar a obra destes dois grandes mestres do teatro, uma vez que em Mato Grosso do Sul a memória de Rubens Corrêa a cada dia se torna mais distante, o nome de Rubens não figura em nenhum teatro ou espaço merecedor de sua grandeza, figura apenas em uma sala do Centro Cultural José Octávio Guizzo usada para reuniões”, finaliza.

O espetáculo recebeu investimentos do Prêmio Funarte de Teatro Myrian Muniz de Teatro 2012/Ministério da Cultura/Governo Federal e Prêmio Rubens Corrêa de Teatro 2013 – Fundação de Cultura de MS/Governo do Estado de MS. Espedito Di Montebranco nasceu em Bodocó-PE e reside em Campo Grande-MS desde 1974. Poeta, dramaturgo, cenógrafo, iluminador, diretor teatral e ator de teatro, cinema e televisão. No Teatro atuou em 16 espetáculos e dirigiu 23, acumulando 42 prêmios dedicados às suas criações até o ano de 2005. No Cinema participou de 14 filmes, entre longas, curtas e médias metragens atuando com grandes atores: David Cardoso, Via Negromonte, Leonardo Medeiros, Dú Moskovis, Vitor Wagner e Matheus Nachtergaelle. Já fez mais de 60 comerciais em televisão, além de ter participado de 09 campanhas políticas. Já desenhou e operou cerca de 100 projetos de luz para dança, teatro e música na área de Iluminação Cênica.

O Grupo Teatral Palco/Sociedade Dramática, filiado a Associação Artística Cultural Palco de Artes Cênicas, Esporte, Lazer e Promoção Social (AACP) nasceu em 1992 em Campo Grande em 1995 passou à coordenação de Espedito Di Montebranco, em 2010 o coletivo resolveu acrescentar a denominação “Sociedade Dramática”, em homenagem ao primeiro Grupo Teatral da cidade de Corumbá, criado por jovens estudantes e moças da sociedade em 1920. O Grupo tem mais de 40 prêmios dedicados as suas criações, além de várias menções honrosas da Câmara de Vereadores de Campo Grande-MS e Assembleia Legislativa de MS.

Dentre as várias marcas do Grupo, podemos destacar a acidez dos temas, a crítica social como elemento fundamental para a transformação da sociedade e a compreensão dos temas abordados. O constante trabalho de pesquisa em dramaturgia, direção, atuação e encenação são vividos a cada nova construção de espetáculo. Todos os componentes do grupo buscam estudar técnicas de iluminação, criação de trilha, confecção de figurinos e direção cênica. O grupo é formado por Espedito Di Montebranco, Claudeir Dilly, Jurema de Castro, Stepheen Baylon Abrego e Bruno Moser.

Os Ingressos deverão ser retirados uma hora antes de cada apresentação na bilheteria do teatro, para escolas interessadas em agendamento entrar em contato com Espedito Di Montebranco pelo telefone 9903 4865. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone 3317-1795 ou no Centro Cultural José Octávio Guizzo, que fica localizado na rua 26 de Agosto, 453, entre a Calógeras e a 14 de Julho.

Capital News

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