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Soja trabalha em alta nesta 4ª feira em Chicago em movimento de recuperação técnica

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Soja trabalha em alta nesta 4ª feira em Chicago em movimento de recuperação técnica

Os preços da soja sobem na sessão desta quarta-feira (2) na Bolsa de Chicago. Após as intensas perdas do pregão anterior, que superaram 30 pontos entre as posições mais negociadas, as cotações agora buscam uma recuperação em um movimento técnico, segundo explicam analistas e consultores de mercado.

Por volta de 7h15 (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa subiam entre 4,75 e 5,75 pontos, com o primeiro vencimento – agosto/17 – valendoo US$ 9,65 e o mais negociado agora – novembro/17, que também referência para a safra americana – sendo cotado a US$ 9,76 por bushel.

Os ganhos chegam, mesmo que modestos, ainda com a discussão sobre o clima nos Estados Unidos – principalmente neste mês de agosto – e sobre seus reais impactos sobre a produtividade norte-americana nesta temporada 2017/18.

Após semanas de adversidades climáticas, algumas chuvas levaram o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) a revisarem para cima seu índice de lavouras em boas ou excelentes condições e o movimento pesou severamente sobre o mercado em Chicago.

” O cenário de queda era possível assim como alertado em nosso relatório de sexta-feira”, diz o boletim diário da AgResource Brasil (ARC Brasil) desta terça (1). “Entretanto não é o momento para afirmarmos que este mercado entrou em colapso. Apesar de possíveis novas baixas, os preços da soja não possuem força para se manter abaixo dos $9,50”, conclui o boletim.

A consultoria lembra ainda que o mercado internacional se prepara também para o novo reporte mensal de oferta e demanda que o USDA traz no dia 10 de agosto, próxima quinta-feira. “O relatório poderá trazer redução dos números de produtividade para soja, devolvendo parte das perdas”.

Enquanto isso, ainda segundo analistas e consultores, a volatilidade dos preços continua acompanhando a volatilidade das previsões climáticas e as divergências entre os principais mapas climáticos.

Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:

Soja: Chuvas nos EUA tiram 30 pts dos preços em Chicago e novembro volta aos US$ 9,70

Nesta terça-feira (1), o dia foi bastante pesado para os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago, que encerraram o pregão perdendo mais de 30 pontos entre os principais vencimentos. Assim, as posições mais negociadas perderam o patamar dos US$ 10,00 por bushel, levando o novembro/17 aos US$ 9,71 por bushel.

A combinação de melhores condições das lavouras norte-americanas – reportadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta segunda-feira (31) – e mais as previsões indicando melhores chuvas para o Corn Belt nos próximos dias foi a combinação que mais pesou sobre os preços nesta terça.

Os 59% das plantações em boas ou excelentes condições surpreenderam o mercado. Importantes regiões produtoras, afinal, vinham sofrendo com severas adversidades climáticas e as últimas chuvas registradas no Corn Belt foram limitadas e pontuais apenas.

Apesar da melhora anunciada pelo USDA e das chuvas dos últimos dias, ainda de acordo com analistas internacionais, esses números não refletem, necessariamente, se o potencial destas plantas também aumenta de semana em semana. O que significaria dizer, portanto, que o potencial produtivo da safra americana não está, portanto, assegurado e, no caso da oleaginosa, tampouco concluído. Há todo o mês de agosto com a necessidade de um cenário climátifco favorável para que o país veja uma conclusão dentro do esperado para a safra 2017/18.

A temporada atual tem sido, segundo relatos de produtores americanos, tem sido “particularmente desafiadora já que muitos têm lutado contra as adversidades climáticas desde o início da primavera no país”. Assim, eles acreditam que mais importantes do que as classificações das lavouras são as chuvas.

Nesse quadro, segue a volatilidade sobre as cotações e, como explica o analista de mercado Jack Scoville, ainda nessas condições, a tendência é de queda ainda para os preços no curto prazo, com a possibilidade de as cotações perderam ainda mais algo entre 30 a 40 cents por bushel na referência novembro. Se o clima muda, essa direção das cotações também muda.

“Um dia o mercado fala de chuvas, outro dia do calor. Está difícil para fazer negócios. E tudo pode mudar de novo na próxima semana. Quem sabe?”, explica Scoville. Para o executivo, o intervalo de preços que em que o mercado deve trabalhar, ao menos nesse momento, deve ser de US$ 9,00 a US$ 10,50 por bushel frente às atuais condições de desenvolvimento do clima e da nova safra dos Estados Unidos.

Ao passo em que as condições climáticas continuam a ser acompanhadas de perto, o mercado também já se prepara para o novo reporte mensal de oferta e demanda que o USDA traz no próximo dia 10, onde serão atualizadas suas estimativas de produtividade. O atual número esperado pelo departamento é de 48 bushels por acre, e analistas nacionais e internacionais já não apostam mais nessa média.

“O consenso geral dos traders é que a produtividade do milho, prevista em 170,7 bushels por acre pelo USDA poderia diminuir entre 6 e 7 bu/acre. Na soja, a produtividade estimada em 48 bu/acre, pode cair 1,5 a 2 bu/acre. Entretanto, isto, naturalmente, não quer dizer que o USDA fará alterações deste porte para esse relatório”, diz Ginaldo Sousa, diretor da Labhoro Corretora.

Previsão do Tempo

“Ainda existem bolsões de seca e estamos iniciando o mês de agosto, que tem primordial importância para definição da safra de soja. Entretanto, as previsões atuais no curto prazo são mais consistentes e mostram chuvas mais abundantes na Dakota do Sul e norte de Iowa, previstas pelo NOAA, enquanto o modelo europeu já coloca mais chuvas para o Missouri e áreas no leste do Cinturão, como centro-sul de Illinois e Indiana”, explica Sousa. “Com essas previsões mais úmidas e temperaturas mais amenas fica difícil o mercado voltar a romper os US$ 10,00 sem uma mudança radical no clima”, completa.

Mercado Brasileiro

No Brasil, preços em queda e negócios parados. A despencada das cotações em Chicago refletiu na formação dos valores no mercado nacional e no comportamento dos vendedores, quer já vinham retraídos. A referência para o porto de Paranaguá tanto para a soja disponível, quanto para a safra nova encerraram a terça-feira nos R$ 71,00 por saca, enquanto em São Francisco do Sul, em Santa Catarina, foi a R$ 69,40 por saca.

Fonte: Notícias Agrícolas

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