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Trabalhador que tapou falsos buracos diz que fez o que ‘devia ser feito’

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Homem foi flagrado em vídeo feito por câmeras de segurança.

“No meu ponto de vista, eu achava que devia ser feito e fiz”, justifica o encarregado de obras Elton Farias dos Santos, de 32 anos, que é a pessoa que aparece no vídeo divulgado por um porteiro, jogando lama asfáltica em locais onde não havia buracos na pavimentação, em Campo Grande.

O Secretário de Infraestrutura, Transporte e Habitação, Valtemir de Brito, soube das denúncias e admitiu, à TV Morena, que os fiscais não conseguem realizar este controle em toda a cidade e a fiscalização do serviço, que era feita somente 30 dias após o serviço, será diária.

Segundo ele Farias, buracos já tinham sido tampados e para aproveitar que o veículo que faz a compactação da lama no asfalto já estava andando, passaram também em outros pontos da via.

Santos confirma que nestes pontos onde não havia buracos, o asfalto estava com fissuras, assim como em outros trechos da via. “Aonde tem fissuras vai ter buraco”, diz, colocando o pé em uma delas, que esfarelou. Ele conta que trabalha há 12 anos com pavimentação, mas sem cursos específicos, e que na atual empresa, a terceira em que é contratado, lidera equipe com 10 pessoas, mas no dia em que as imagens foram feitas, havia somente oito.

O trabalhador fala que diariamente recebe os nomes das ruas em que há buracos para serem tampados e que, no dia seguinte, tem que repassar ao superior se o serviço foi realizado.

Ele diz que compreende a indignação da população em relação ao dinheiro público, mas afirma que só foi passada lama asfáltica por conta das fissuras. “O meu dinheiro também está ali. Eu também pago impostos e na rua em que eu moro não tem asfalto”, desabafa.

Santos comenta ainda que constantemente a população filma ou fotografa o trabalho dele tapa-buraco e que não imaginava que a situação fosse dar tamanha repercussão. Ele conta também que foi demitido no primeiro momento por justa causa, se recusou a assinar a demissão e no dia seguinte a empresa desistiu de mandá-lo embora.

Primeiro vídeo

As imagens divulgadas pelo porteiro de um condomínio de Campo Grande, mostra a irregularidade no serviço de tapa-buracos e foi gravado no dia 22 de janeiro na travessa Jornalista Marcos Fernando Hugo Rodrigues, acesso para o Parque dos Poderes. Nas imagens, um funcionário é flagrado despejando material no asfalto e em seguida, o caminhão passa para finalizar o serviço.

Segundo vídeo

Uma mulher que trabalha no bairro Santa Fé fez novas imagens de buracos invisíveis que também estariam sendo reparados por uma empresa. O novo vídeo foi mostrado no MSTV 2ª edição dessa quinta-feira (29).

Nas novas imagens é possível ver quando os trabalhadores da prefeitura jogam o material usado em um local onde, conforme a testemunha, não existem buracos. O vídeo mostra ainda o momento em que a equipe espalha um produto para finalizar o serviço. Farias viu o vídeo e afirma que não é a equipe dele que fez o serviço.

Prefeitura

O secretário informou ainda que o contrato com a Selco Engenharia foi suspenso até que a empresa apresente explicações sobre o flagrante feito.

Atualmente, sete empresas prestam o serviço em Campo Grande. Ao todo, elas recebem R$ 49 milhões ao ano. Os outros contratos também foram paralisados, mas isso não significa que a Selco Engenharia deixará de prestar serviço em Campo Grande, de acordo com o secretário.

Sobre o novo vídeo, Brito afirmou que realmente ele é de ‘caráter duvidoso’ e será investigado para que o município não tome prejuízo.

Serviço

Segundo a Seintrha, sete empresas realizam serviços de tapa-buracos atualmente em Campo Grande, distribuídas em dez regiões da cidade. O volume e o valor dos serviços variam conforme as condições da malha viária, alcançando, em média, 50 mil m² por mês. Campo Grande tem atualmente cerca de 2.100 kms de vias pavimentadas.

Ainda conforme a secretaria municipal, os serviços de tapa-buracos foram “contratados mediante concorrência pública com fundamento nas normas legais (Lei Federal n. 8666/93 e Legislação Complementar)”.

Do G1 MS, com informações da TV Morena

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